domingo, 2 de junho de 2024
Choises
sexta-feira, 17 de maio de 2024
O céu chorou e eu também...
Ontem a noite comi minha comida de conforto favorita (costela cozida com muitos legumes - vulgo cozido), terminei de assistir uma série que me remete totalmente este blog (pequenas coisas da vida), em que a protagonista responde uma coluna como esta página sob nome de "Sugar". Apesar de um dia cansativo mental e fisicamente, tudo ia normal até adormecer tão profundamente e sonhar que eu tinha morrido!
Morte por algo tão banal, otite.. dor de ouvido. O sonho foi tão real! Eu estava em um lugar, que cheguei meio desnorteada. Encontrei algumas pessoas do meu passado por lá e eu me questionava que aquilo não podia ser real, que acordaria logo em seguida e constataria que tudo não passava de um mal entendido, ou mesmo que era uma visão tipo fantasmas de natal passado.
Nesse exato momento contemplo o livro sobre a minha mesa, com capa bonita que diz "as coisas que você só vê quando desacelera"!
No sonho, enquanto morta, lembro de abrir uma bolsinha que logo sumiria e pegava meu celular que com exceção ao insta que já me tinha como morta e eu perdia o acesso, consegui ver toda dor dos que me amam nas mensagens que não parava de receber. Me transportei a minha casa, deitei ao lado da minha irmã que estava em minha cama, alisei sua barriga e desejei amor e felicidade ao sobrinh@ que está por vir. Entrava nas portas dos quartos da minha casa e me transportava a momentos tão distintos da minha vida.. infância e adolescência, inclusive me via brincando com meus irmãos ainda criança na área de uma das casas que moramos. E continuava lendo mensagens nas redes sociais e me sentindo tão amada.
Desejava mais e mais, que aquilo fosse apenas um sonho!
Tem um versículo muito curto na bíblia em João 11:35 que diz: "Jesus chorou", quando Lázaro morreu. Acordei completamente mexida e o céu de Natal, estava chorando e eu também.
O céu continua chorando o dia todo e minhas reflexões só gritam ainda mais!
terça-feira, 30 de abril de 2024
Andarilha de mim..
terça-feira, 9 de abril de 2024
Sonho de uma noite de outono, em clima de verão soteropolitano.
Seria esse romance tão curto quanto a comédia do caro Shakespeare?!
Era tudo perfeição, dentro do meu particípio imperfeito.. nossos verbos se conjugavam sem certeza alguma. Poderia usar vários filmes com enredo similar, como “entre lençóis” ou “before sunrise”, ambos sobre intensidade, de um lado um romance de noite única, do outro algo para continuidade da vida. Não seria a obra de Shakespeare parte de ambos?
Bem, vamos iniciar de um começo, conforme minha versão de sensações. Porém, nada impede que como um sonho se perca a cronologia ou lógica.
Era madrugada de sexta, na qual eu relutava em dizer que ainda era quinta, pois não havia dormido… um match que surgiu após brincadeira de amigas, com intuito apenas de uma “olhadela”. E num piscar de olhos, me perdi completamente em cada palavra digitada.
Se estendeu de meia noite e badaladas até quase 2h da matina. Muitas declarações e principalmente compatibilidades, pois ele sabia exatamente o que me dizer, para me convencer a correr pros seus beijos, me lia nas entrelinhas.
Na manhã seguinte ouvir sua voz, assistir sua aula, meu corpo tinha certeza dos quereres anunciados, com mais trocas de vontades e combinações, além da possibilidade real de corpos, com um convite PERFEITO: - vamos ver o pôr-do-sol e ir ao cinema? E eu só pensava como pode alguém tão realmente irreal?!
Me desculpe meu amigo Paul, que decorou tão bem este blog por tantos anos, mas posso tranquilamente trocar um “close your eyes and I’ll kiss you, tomorrow I’ll miss you” pela linda voz baiana da Gal que melhor embala esse curto romance, quando ela diz … “guarde um pedaço de mim, um cheiro do lado da cama, seu gosto na ponta do queixo, meu sangue escorrendo seu peito. Vejo no tato sua pele, tattoo com dedo seu gosto…”
Assim, sigo… o deitar do sol não pôde ser visto. Mas, tal qual Rose descia as escadarias ao encontro de Jack, te vi naqueles degraus do hotel. Real, palpável, deliciosamente agradável aos olhos, teu cheiro veio até mim, mesmo antes de te tocar. Caminhamos conversando até o cinema da esquina, proseando trivialidades, que nem de longe eram tão triviais. Você me encantava com números, axiomas, teorias, métodos, minhas curvas e ruídos se perdiam ainda mais nas suas transformações rápidas e não tão discretas.
Me dando certeza, de que se eu pudesse voltar dez vezes àquele elevador, só para ter a sensação do nosso primeiro beijo, eu as voltaria! Momento em que nossos corpos se encontraram em sintonia fina.. eu podia sentir sua respiração, seu toque. Ao chegar no terraço, além de uma visão esplêndida, minha boca já era de seus beijos, meus ouvidos eram para te ouvir, minhas pernas para se abrir e meu corpo feito para te querer.
No cinema, tudo que já era latente e estava posto, foi ainda mais agravado, pois meu colo te pertencia, minha boca tinha seu gosto, sua boca sabia exatamente que parte de mim teria, eu nem resisti... só cedi, nossos pontos já eram convergentes. Mesmo nem se dando conta do que se passava naquela tela, era a sua película que eu via, era seu pulsar de peito e trepidar de corpo que me movia.
Das racionalidades pragmáticas que a vida me dá, o amor não deveria ser uma delas. Eu só queria sair dali contigo!
Tínhamos paladar comum, jantar contigo era cereja de bom bolo… desde a possibilidade de uma fila no restaurante ao sentar e compartilhar sabores contigo, te ouvir abrilhantar minha mente, aguçar minhas curiosidades, regado a sushi, quem tem pé no oriental, sabe que é jantar especial. Mas, eu desejava desesperadamente te tirar dali... te despir as roupas, já que minha alma estava nua.
Essa parte é a mais engraçada deste relato, seria o mais próximo de comédia, para que aqui se considere uma comédia romântica rs. Um Uber que se bate aos quatro cantos em busca de uma estalagem sexual rs, para não perder a graça ou feeling do enredo. Na quinta tentativa e certeira, eu mal aguentei continuar sem me estabanar em você, já que suas mãos já eram parte das minhas coxas.
O que eu posso dizer desse momento? As marcas contam as histórias, que estou revivendo até aqui! Você me deu um date perfeito! Nossos corpos foram um só até a exaustão… eu queria mais e mais. No fim, só pude assistir você dormindo cuidadosamente no meu peito até seu destino, quando eu queria que o tempo se estendesse como em um sonho, onde se passam anos e foi apenas uma noite… queria assistir o que poderíamos ser, com tantas compatibilidades.
E assim, como em Shakespeare os casais foram atrapalhados e reatados, tudo ficou em seu devido lugar.
Meu sonho de uma noite de outono, quente e mais próximo de um verão ardente... terminou em um acinzentado esvair em chuvas sem um adeus sequer. Quando eu me perderia para sempre em seus braços, moraria em tua boca e deixaria minha entre pernas abrigar você, ser sua morada.
Ahhh jovem Tás.. o que seríamos sem 1000km de separação?!
sexta-feira, 9 de setembro de 2022
ATRAÇÃO
Defina Atração: o ato ou efeito de atrair, de puxar para si. E o que seria força gravitacional? Uma força atrativa que surge entre todos os corpos com massa. E gravidade? É o fenômeno de atração que comanda a movimentação dos objetos. Na Terra, a gravidade é a propriedade que faz com que os corpos sejam atraídos para o centro da terra.
Ah... então quando minhas mãos passeavam em você, minha língua buscava seu peito, sua voz sussurrava meu nome no ouvido e você se contorcia no meu colo e o meu em resposta trepidava no seu... achava que isso seria um "bololô", que me contaram. Mas, agora percebo que na verdade esse deve ser o fenômeno causado por consequência de uma curvatura formada no espaço-tempo dos nossos objetos sólidos, confirmando a teoria da relatividade de Einstein.
É Senhor físico, quem disse que a ciência não explica a dinâmica de atração de corpos? Nus, despidos não só de vestes, mas de amarras e vontades que perpassam os quereres, os toques?! Ouvir as concordância, discordâncias ou mesmo a observação do canto do sorriso como uma onda discreta para análises mesmo mais bruscas de uma simples transformada de vontades. Sua conversa me aguça, seu toque me endoidece, me tira o ar.
Mas, tem jornadas que são curtas, que ainda conforme meu nobre amigo Einstein em sua loucura, calculava a velocidade do tempo como constante e insuperável. Tem pessoas que são assim meteóricas, com vontades incalculáveis, porém breve.
Discordâncias no modo de amar, fazem isso com a gente não é mesmo? Cartesianamente (infelizmente) existem funções que podem até começar iguais, mas crescem em sua exponencialidade de forma diferente... voltemos ao danado espaço e tempo.
Eu realmente não tenho disponibilidade de tempo para o espaço que me é dado. Culpado? O desejo de posse, do tão romantizado amor convencional. Afinal, não existe certo ou errado... somente diferentes abordagens teóricas da aplicação de um mesmo conceito, que aqui é apaixonar.
Eu quero me apaixonar... Transbordar!
Que nossos corpos sejam atraídos para o mesmo...





